FOSDEM talk: Magellan project - How to deploy 550.000 Linux notebooks in classrooms

11.02.11

Last saturday (February 6, 2011) I presented a small talk at FOSDEM about  the usage of Linux Caixa Mágica in the Portuguese Magellan Project.

 

The goal of the presentation was to show how do we make a Linux Distribution appealing enough to students, parents and teachers to make them choose to boot Linux instead of Windows. The answer is simple enough... You talk with the right people...

 

With the help of the KDE Team, usability teams, interviews with teachers and students we improved our interface, configuration tools and list of installed applications. With the help of language teams we made sure the spelling and grammar was correct and consistent throughout the entire interface. All of this steps added to a development process that we want to share with all of you to show how it was accomplished, and how we made it a success story.

publicado por DarkLord às 19:20

O Magalhães, os erros e a Caixa Mágica

07.03.09

 

(Actualização: o press-release oficial da CM está aqui.)

 

Em relação às notícias saídas no Expresso e SIC vai ser disponibilizado um press-release pela Caixa Mágica mas aqui fica um comentário pessoal e que não representa a Caixa Mágica Software.

Há imprecisões e omissões graves na notícia do Expresso. Alguns pontos importantes:

 

 

  1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo em toda a notícia apenas é referido o nome de um pacote de software, o GCompris, não havendo qualquer referência a outro software ou documentação. Sabendo que no ambiente de Linux Mag existem 1.236 pacotes de software diferentes e um manual de Caixa Mágica em português de 230 páginas, não houve um cabal esclarecimento do âmbito do problema referido.
  2. Actualizações: em relação ao pacote de software em questão, o Gcompris, foi transmitida à jornalista que contactou a Caixa Mágica, que já tinham sido efectuadas correcções ao mesmo software em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações foram resultado do controlo de qualidade interno e a colaboração com professores e educadores. Os jornalistas poderiam ter realizado uma actualização através da Internet e verificado que os problemas estavam mitigados. Todos os portáteis ligados à Internet beneficiam automaticamente das actualizações sem necessidade de qualquer operação especial. Os portáteis Magalhães saídos de fábrica após a disponibilização das actualizações integram as actualizações feitas até à data.
  3. Tradutor com a 4ª classe: o artigo e reportagem da SIC refere o tradutor, José Jorge, como tendo a 4ª classe (“Tradutor tem a 4ª classe”). O tradutor, José Jorge, tem uma licenciatura em Filosofia e uma segunda licenciatura em Informática trabalhando há muitos anos nas Tecnologias de Informação. O Gcompris é uma excelente aplicação e o responsável pela tradução tem o mérito de ser o driver da tradução portuguesa.
  4. Modelo Software Livre / Aberto: no contacto que fizémos com a jornalista tentámos ser pacientes a explicar o modelo open source em que as aplicações: a) não têm um dono mas são desenvolvidas no âmbito de um projecto distribuído pelo globo b) são melhoradas continuamente com base no feedback dos utilizadores e da contribuição de developers espalhados por diferentes países. Neste modelo, existe uma melhoria contínua sendo natural que na imagem original do Magalhães pudessem ocorrer alguns problemas que entretanto foram sendo corrigidos, como o do Gcompris. Oportunidade: o Linux Caixa Mágica no Magalhães tem sido elogiado em blogs, twitter, etc em comparação com o outro sistema operativo presente... pela facilidade de utilização, segurança e diversidade de aplicações. Custa-me perceber como se faz uma notícia em torno de uma única aplicação com erros entretanto actualizados e não em torno do facto do Linux no Magalhães estar a ser preferido em muitas casas, usufruindo de um grande conjunto  de Software Livre / Aberto. Na verdade, parece-me que a culpa não é dos jornalistas que apenas escrevem o que vende jornais: casos muitas vezes sem substância. Sabemos por experiência própria (por exemplo, pelo caso do Ministério da Justiça / Linius exactamente com os mesmos contornos: deputado esbraceja, Expresso publica, polémica acontece) que sempre que um projecto Software Livre / Aberto começa com impacto, surge uma polémica. Parece-me ingénuo achar que não existe casualidade entre estas polémicas e os interesses envolvidos.
  5. Equipa: cerca de 10 pessoas, da Caixa Mágica e de parceiros, têm estado envolvidas desde Setembro no core da preparação do Magalhães em Linux. Essa equipa está a concretizar a visão que o Linux no Magalhães deve ser um sistema em permanente evolução. Evolução que consiste numa dinâmica de facilitar as contribuições (software, documentação e foruns) e facilitar a utilização / instalação dessas contribuições. É essa dinâmica que nos diferencia. Esta equipa tem feito um excelente trabalho e orgulho-me do que eles conseguiram. Eles têm a minha total confiança e sei que conseguirão que o Linux vença na difícil batalha de cativar os utilizadores de Magalhães.

  6. Comunidade: hoje de manhã recebi 3 chamadas e 2 emails de pessoas externas à Caixa Mágica a oferecer ajuda para  o problema.
    O caso do Gcompris no Magalhães não contraria a minha crença que o modelo de Software Livre / Aberto é o melhor para o desenvolvimento de sistemas operativos e aplicações.
    O caso do Gcompris, comprova-o.
    O facto de já antes da noticia ter saído, estarem disponíveis actualizações, comprova-o.
    O facto dos problemas não serem funcionais, de segurança ou de estabilidade, comprova-o.
    O facto de apenas um único software ter sido apontado, comprova-o.
    A nossa comunidade tem os melhores developers, os melhores tradutores e o melhor suporte.
    As polémicas que não nos derrubam, tornam-nos mais fortes.
publicado por Tintim às 17:39editado por Fábio Teixeira em 12/10/2010 às 11:04

Codebits 2008

17.11.08

E acabou mais um Codebits... já vamos na 2ª edição, e apesar de achar que o espaço do ano passado era bastante melhor (mais arejado, melhores casas de banho, melhor localização, etc) devo dar os meus parabéns à organização que mais uma vez mostrou que consegue juntar a maior e melhor comunidade de geeks portugueses à volta deste evento.

 

A Caixa Mágica esteve lá este ano com uma pequena banca a mostrar, como não devia deixar de ser, o Magalhães. Pensámos em fazer uma pequena brincadeira e resolvemos montar um cluster de 29 Magalhães (eram 30 mas um resolveu deixar de colaborar o malandro...) em competição directa com dois servidores, cada um com dois processadores quadcore xeon a 2ghz com 8Gb de Ram cada. Portanto a competição era:

 

Concorrente Nº 1:

29 Magalhães - 29 Intel Atom e 29 Gb de Ram

 

 

 

Concorrente Nº2:

2 servidores (são dois servidores independentes naquele rack) - 16 core's xeon 2Ghz e 16Gb de Ram

 

 

Para o teste fizemos algo muito simples e visualmente interessante, que foi usar o Pov-Ray 'patchado' com PVM para fazer rendererização de imagens distribuída, o que funcionou muito bem (parabéns ao André Guerreiro).

 

Aqui vai uma imagem global da coisa:

 

E os magalhães em destaque:

 

Para tornar a coisa mais engraçada fizemos um concurso para apostarem em quem ganharia (e para tornar a coisa interessante oferecemos um bloco da Caixa Mágica aos vencedores).

 

Algumas imagens dos nomes....

 

 

E o vencedor foi:

O concorrente Nº2.... os servidores Xeon com 28 Seg

Os Magalhães ficaram-se pelo 1,12 minutos...

 

A mim parece-me que a latência da rede (rede 10/100) e a diferença entre atom's e xeon's fez bastante diferença...

 

O placard final:

 

Agradecimentos à J.P. Sá Couto que nos emprestou os Magalhães e os servidores.

 

Pessoalmente ainda passei um bom bocado com um dos criadores do Chumby, o Andrew "bunnie" Huang (sim o mesmo que foi o primeiro a hackar a xbox original e que escreveu um livro sobre isso) que fez uma apresentação, e conseguimos hacká-lo para suportar uma placa 3G... pena foi que compilar o pppd para o ARM já era mais complicado e já não deu.... mas conseguimos adicionar o suporte à placa 3G ao kernel, instalar o gcom e conseguimos entrar com o PIN do cartão SIM e ligar à rede da TMN.... o mais dificil ficou feito... o que foi excelente... agora so falta arranjar um chumby para mim ;-)

 

Chumby

 

Também vi como anda o desenvolvimento do SapoKids com o Tiago Costa do Sapo.... está a ser desenvolvido em Adobe Air e parece-me um projecto muito bom e com um grande potencial de crescimento. O interface actual já tem o minimo de funcionalidades para ser utilizado e está muito engraçado.

 

Muitos parabéns a toda a equipa do Sapo pela excelente organização.

 

Até para o ano.

publicado por DarkLord às 11:02editado por Fábio Teixeira em 12/10/2010 às 11:07

Onde está o Linux no Magalhães ?

29.09.08

 

Interessante os comentários à review do Magalhães feita no Tek SAPO:

    http://tek.sapo.pt/analises/analise_tek_magalhaes_a_lupa_889273.html

publicado por Tintim às 22:46

Magalhães e Linux: o que se sabe...

31.07.08

 

O que se sabe oficialmente:

  • vai ser construída uma fábrica para produzir Classmates em Portugal
  • que vão ser distribuídos 500.000 portáteis pelas crianças dos 6 aos 10 anos
  • que dois sistemas operativos foram certificados para a versão demonstrada no lançamento: Windows XP e Linux (neste caso, uma versão beta do Caixa Mágica 12 "Mag"). Neste último caso, o nível de integração de tecnologia nacional iria certamente subir.
  •  que o Vista não corre nos primeiros modelos Magalhães apresentados com Celeron

 

O que não se sabe:

  •  qual (ou quais) o sistema operativo que integrará os 500.000 Magalhães. É uma decisão a ser tomada por um dos seguintes: ministério da educação,  ministério das obras públicas / FSI ou PCM.
  • os outros projectos (nacionais e internacionais) que adquirirem Magalhães, com que sistema operativo irão sair de fábrica.

 

Foi bom ver um lançamento do Plano Tecnológico (PT) em que a Microsoft foi tratada com distanciamento recomendável a uma empresa com as práticas que se conhecem. De facto, não foi referido uma vez a palavra Microsoft no lançamento do Magalhães.

 

 

Os últimos licenciamentos para projectos do PT talvez tenham esfriado um pouco a coisa. Até porque, como se sabe, quando toca a falar de licenciamento para umas dezenas ou centenas de milhares de máquinas toca o sino na direcção OEM em Redmond e não há protocolo que nos valha. É pagar.

Por outro lado, os projectos de "PCs low cost" com maior sucesso têm saído com Linux.

Isto tem acontecido apenas por três razões: é mais user-friendly (num ecrã 800x600 existem aplicações para Linux com sistemas de menus muito intuitivos), têm melhor desempenho e são mais baratos.

 

 

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