Foi hoje a votação do projecto de resolução proposto pelo PCP que advogava a adopção de Software Livre no Parlamento.
Apesar do mérito, penso que poderia ter maior efeito prático se em vez de defender apenas o software de produtividade (e não o Sistema Operativo) em exclusividade (numa 2ª fase), defendesse o dual boot de sistemas operativos para todos os deputados.
Tinha mais hipótese de passar.

O debate foi muito interessante.
Apesar de não ter existido consenso quanto ao projecto, ficando o PCP/BE de um lado e o PS / PSD / PP do outro, ninguém questionou o sentido de oportunidade de trabalhar e desenvolver a adopção mais alargada de formatos abertos e Software Livre / AP no Parlamento.

Notou-se alguma falta de protagonistas políticos na área da Soc. de Informação no parlamento. Carlos Zorrinho, Diogo Vasconcelos e José Magalhães estão noutras andanças...
Bruno Dias (PCP) esteve muito bem preparado, intervém bem e nota-se que percebe da área.
Pedro Duarte (PSD) se se ligar mais à área (não esquecer que as intervenções dele têm sido mais educação e ciência) tem um enorme potencial. É jovem, igualmente carismático e percebe a necessidade da A.R., e os políticos em geral, falarem e discutirem o que interessa ao cidadão. E isso implica perceber fenómenos como youtube, wikipedia, wisdom of the crowds, OSS, comunidades, blogs, etc...

Em conclusão, foi positivo ter acontecido porque:
  1. A imagem geral para o Software Livre / Aberto foi elogiosa por parte de todas as bancadas. (Talvez com a excepção do Candal algo truculento e um pouco no espirito " a mim ninguem me diz o que devo utilizar!". Se fosse ele  a pagar a licença, talvez fosse mais comedido.
  2. Demonstrou como a ESOP tem espaço de intervenção cívica.
  3. Abre espaço a um aprofundamento da temática na nova Comissão para a Soc. Informação, Cultura e Minorias.
  4. O projecto (alterado) passou.
publicado por Tintim às 22:45