Neste artigo da revista "Exame Informática" do mês de Novembro 2009, é abordado o uso do Sistema operativo Linux Caixa Mágica, no âmbito da Educação, especificamente os Kits tecnológicos das escolas, o Projecto Magalhães e os portateis do E-Escolas.
Aqui fica o artigo:
Nos dias 7 e 8 de Outubro realizou-se a Linux Install Party, no Instituto Superior Técnico, que no total contou com a assistência e participação de cerca de 40 pessoas. Organizada por alunos dos dois pólos do IST (Alameda e Taguspark), a LIP é um evento anual que tem por objectivo dar a conhecer o Linux e o software “Open Source”, especialmente aos alunos de 1º ano. Para isso, realizaram-se vários workshops e, em paralelo, foi dado apoio a quem precisasse de ajuda a configurar ou instalar software ou simplesmente para tirar dúvidas.
Em seguida, alguns dos workshops realizados:
- Ubuntu\ArchLinux Installation
- Linux Survival Guide
- Aplications and Windows Alternatives
- Virtualization
- Git - Project Management
Este evento contou com o apoio da Caixa Mágica Software e com a participação de um dos membros da equipa técnica, Flávio Moringa, que apresentou o projecto Caixa Mágica, junto com uma explicação mais prática sobre o processo de instalação e configuração.
A Caixa Mágica forneceu também material de divulgação e montou stands nos dois pólos, durante todo o evento.
Outro dos oradores presentes foi Rui Seabra, da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL), que fez uma introdução ao Software Livre.
http://www.lip.neiist.ist.utl.pt
http://lip.neiist.ist.utl.pt/wiki
Kitembú na nossa língua significa quando um grupo de pessoas se agrupam para obter feitos maiores. E foi precisamente neste enquadramento, que eu e outros participantes vindos de outros cantos do mundo, como Cabo Verde e Brasil, nos reunimos para poder oferecer a este país, que se encontra na fase de arranque tecnológico, as nossas realidades e experiências tecnológicas. No meu caso concreto o OpenOffice.org.
O Kitembú Digit@l, a primeira conferência tecnológica a realizar-se em São Tomé, foi uma conferência dedicada maioritariamente ao eGov, situação actual e passos futuros. A conferência permitiu perceber pelas palavras do Dr. Olinto Daio, presidente do INIC, que São Tomé já deu o pontapé de saída para a inovação tecnológica, mas também deixou a perceber que ainda existe um longo caminho a percorrer nesta área. Olinto Daio falou não só do papel da tecnologia na redução da máquina burocrática do estado, mas também como pode reduzir custos dessa mesma máquina, e sobre este último tema, a sua resposta foi tendencialmente recorrendo ao software livre. Já o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Dr. Joaquim Rafael Branco, referiu-se à importância fundamental que a tecnologia possui no desenvolvimento de qualquer país do mundo, mas que este desenvolvimento terá que ser, acima de tudo, um desenvolvimento sustentável e enquadrado na realidade social de São Tomé.
De facto, São Tomé debate-se com variados problemas no seu quotidiano, como as quebras constantes de energia eléctrica (e sabemos o quanto os aparelhos eléctricos são avessos a estas quebras), vias de comunicação degradadas, bem como outros problemas de cariz social que afectam as populações.
Tive a oportunidade de trocar impressões com diversos santomenses e percebi que existe uma bipolarização bastante acentuada entre a questão da inovação tecnológica versus desenvolvimento dos pilares de sustentação da nação. Existe quem acredite que o desenvolvimento de São Tomé passa essencialmente pela inovação tecnológica e existe quem considere uma afronta investir em tecnologia quando São Tomé tem tantas outras carências por combater, como saneamento, vias de comunicação, etc. Eu tentei centrar-me no meio desta discussão e fazer um pouco o papel do diabo.
É evidente que não se pode fechar os olhos aos problemas de base que afectam São Tomé, mas também é verdade que o desenvolvimento tecnológico pode de facto, facilitar a vida dos santomenses, quer desfocalizando serviços da capital, quer pela geração de emprego nesta área emergente, quer ainda pela aproximação de São Tomé ao resto do mundo através do desenvolvimento de infra-estruturas de rede, e pelas respectivas oportunidades que este desenvolvimento produz na sociedade, trazendo conhecimento e aproximando populações.
Mas de regresso ao Kitembú Digit@l, a minha apresentação, que à partida incidia sobre as implementações de sucesso em Portugal, acabou por se tornar num verdadeiro manual de como levar a bom porto uma migração para OpenOffice.org. Acima de tudo tentei transmitir que existem etapas de uma migração que não devem ser descuradas, como a análise de requisitos, a formação, a migração de modelos e documentos, e acima de tudo os timings em que cada uma destas etapas devem ocorrer.
O público presente mostrou-se atento e interessado e a prova desse facto foi o mar de questões colocadas após a apresentação. Uma das questões mais polémicas foi sem dúvida relativa à minha afirmação durante a apresentação: “Qualquer migração tem um custo quer seja financeiro ou não” o que também acabou por levantar outras questões pertinentes associadas por exemplo ao retorno do investimento de uma migração. Também os outros participantes da conferência acabaram por dar o seu testemunho sobre as realidades do OpenOffice.org nos seus respectivos países, o que acabou por enriquecer bastante a apresentação.
No fim, fiquei com a ideia de que a minha presença contribuiu de facto para desmistificar algumas dúvidas sobre o OpenOffice.org, e explicar como a adopção desta suite pode gerar poupanças num ambiente empresarial, poupanças essas que podem ser canalizadas para os respectivos objectos de negócio de cada empresa.
Após a minha apresentação, foi feito o kickoff, pelo Dr. Olinto Daio, da versão personalizada para São Tomé do OpenOffice.org, o STPOffice.org, naquele que foi um projecto coordenado entre a Caixa Mágica Software (e o respectivo agradecimento à Cláudia Patrício) e o governo de São Tomé, com o objectivo de fazer levar à população e empresas uma suite de office de qualidade e livre de custos de licenciamento.
Ainda uma palavra de apreço para com a simpática população Santomense e a sua cultura “Leve leve”, e um abraço especial para o meu guia que me acompanhou durante uma semana, e me apresentou o que de melhor existe em São Tomé mas também a realidade em que grande percentagem da população vive o seu dia-a-dia.
Espero que este encontro tecnológico, seja o primeiro de muitos em São Tomé, pois São Tomé precisa destes encontros para o seu desenvolvimento.
No fim do congresso fiquei com a convicção que em São Tomé existe condições para que a inovação tecnológica possa crescer de mãos dadas com o desenvolvimento social e estrutural de São Tomé.
Apresentação com arquitectura do sistema
No dia 24 Setembro decorreu pelo 7º ano consecutivo o Encontro Nacional de Tecnologia Aberta, realizado no Lispólis.
Este ano, contou-se com cerca de 350 participantes e as apresentações do evento ficaram a cargo da CENATIC, Caixa Mágica, Sybase, Scalix, Red Hat, Novell, Iportal+, ANSOL, KDE Team e DRI.
O debate foi marcado por uma interacção interessante e participativa, entre oradores e plateia.
Durante a tarde, decorreram várias Cool Sessions.
O Evento deste ano, culminou com a entrega de Prémios ESOP e com a Assinatura de um Memorando de intenções Open E-School.
Partilho convosco 4 fotos do Evento e se assistiram a este evento partilhem a V. opinião.
Foto 1. Caixa Mágica Software
Foto 2. Auditório
Foto 3. Prémios ESOP
Foto 4. Assinatura de Memorando de Intenções Open E-School
Vamos lá apoiar o Luís a ir à Antárctida.
Solidariedade de Pinguins!
Para votar, seguir o Link. Faltam 3 dias..

Aqui fica o Remix final d' "O Adepto" by José Socrates.
Feito para o Linux 2009 e TEDx.
Twittâmbulo (para quem já só consegue ler 140 caracteres): este artigo faz uma avaliação dos últimos 4 anos de governo em termos de TIC, numa perspectiva sectorial Open Source.
Disclaimer:
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A |
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B |
15 |
Falou-se de Software Livre, do potencial, na sua inclusão no Magalhães e dos protocolos assinados por 7 ministros. No final, e depois de 3 1/2 horas, o PM estava mais fresco que os bloguers. Não fosse o fait-divers da transmissão, a nota era mais alta. |
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E |
16 |
Após o CRIE perder a autonomia, e mudarem-se cabeças, as coisas melhoraram francamente e foi um importante e eficaz motor da disseminação do Software Livre na educação. Por outro lado, na infra-estruturas das escolas foi contemplado sempre Software Livre nos programas estruturantes como o Kit Tecnologico da Educação, Redes (EdgeBox) e e-escolas / e-escolinhas. Foram decisões nem sempre fáceis, imagino, mas sempre assumidas. Tive oportunidade de testemunhar que este reconhecimento do Software Livre foi desde o início também assumido pela própria ministra. |
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I |
6 |
Muitas vezes, a solução da interoperabilidade é manter as coisas simples. Usar Standards. Grandes frameworks de interoperabilidade acabam por consumir muitos recursos e ter resultados limitados. Melhorar a interoperabilidade é garantir que a troca de dados entre serviços da AP funciona bem (expôr APIs é capaz de ajudar) e que de fora são visiveis os dados e estatísticas. |
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L |
16 |
Já aprovada, a tradução confere a hipótese de escolhermos como queremos partilhar o material que produzimos. Mais Crowdsourcing. Mais Remix. |
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M |
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Gosto de acreditar que nos conseguímos unir e apostar na Geração Magalhães, não diferenciando pobres e ricos, interior e litoral. Certamente que muito há a fazer. Mas este é um grande projecto que deve ir para além do hardware, que deve ir para além de um governo. |
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O |
4 |
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S |
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Na BlogConf tive oportunidade de trocar algumas impressões directamente e fiquei com uma opinião positiva. São meros minutos mas que chegam para acreditar que determinação e arrogância são facilmente confundidos. |
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T |
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As crianças arrancam em Linux Caixa Mágica muitas vezes para o jogar. Se o modelo SL/A por vezes nos falha (ver GCompris), noutros nos surpreende. É certamente o pior de todos os modelos de desenvolvimento de software, excepto todos os outros. |
A Caixa Mágica disponibiliza hoje, dia 5 de Agosto, uma nova Comunidade agora baseada em fóruns. Com esta nova plataforma pretendemos que a colocação de dúvidas ou sugestões seja mais flexível, mais dinâmica e mais fácil de utilizar.
As mensagens que foram colocadas na plataforma antiga encontram-se disponíveis para consulta na nova Comunidade.
Para colocar tópicos nestes fóruns é necessário efectuar autenticação com os mesmos dados com que acediam à plataforma antiga da Comunidade. No caso de ainda não se terem registado, podem fazê-lo acedendo aqui.
O endereço de acesso do novo site mantém-se inalterado. Visitem-nos em:
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